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Um giro pelos mundos

Há muitos mundo para conhecer. Vamos?

Vocês são loucos!

— Frase que ouvimos quase todos os dias.

Somos o Rafa e a Gi. Somos inquietos, curiosos e decidimos começar uma vida diferente da que tivemos até hoje. Estamos nos organizando para, em até dois anos, deixarmos o Brasil e conhecermos outros cantos do mundo. A ideia não é nos estabelecermos definitivamente em um país, mas girarmos pelos continentes, conhecer outras culturas, outras pessoas e outras formas de viver.

Mas, diferentemente do que ouvimos todos os dias, não somos loucos (a gente nunca acha que é). Já temos idade para decidir, conscientemente, os caminhos que queremos tomar. Vamos abrir mão de certa estabilidade e conforto, da proximidade com a família e das belezas brasileiras. Mas vamos ganhar liberdade, conhecimento, experiência, aventuras… Vamos ganhar uma nova vida. Não podemos ter certeza de como essa nova vida será, e essa incerteza é também o que nos move (inquietos e curiosos).

Pretendemos registrar e compartilhar as informações sobre esses muitos mundos que existem no mundo. Não prometemos compartilhar experiências porque sabemos que isso é impossível. Experiência só mesmo experimentando. Mas tentaremos registrar, das formas que tivermos acesso, as informações sobre o que viveremos.

Lagoinha do Leste – um reduto de mata atlântica em Floripa

Trilha pelo Pântano do Sul
Distância: 2,3 quilômetros
Tempo aproximado: 1 hora
Nível de dificuldade: leve a moderado
Usar: roupa leve, calçado adequado para trilha, protetor solar, repelente
Levar: água e lanche

Trilha pelo Matadeiro
Distância: 4 quilômetros
Tempo aproximado: 2 horas/ 2 horas e meia
Nível de dificuldade: moderado
Usar: roupa leve, calçado adequado para trilha, protetor solar, repelente, boné e óculos de sol
Levar: água e lanche

Vista da Praia da Lagoinha do Leste da trilha do Pântano do Sul.

A Praia da Lagoinha do Leste fica no Sul da Ilha (sim, é do Leste, mas está no Sul). Localizada em uma área de preservação permanente (lei nº 3.701/92), a Praia só pode ser acessada por trilha ou barco. Essa “falta de acessibilidade” garante uma paisagem natural pouco explorada pelo homem e digna de qualquer filme sobre paraísos perdidos nesse planeta.

Sabe aquele sonho de praia deserta? A Lagoinha do Leste é mais ou menos isso. Uma praia de 680 metros de extensão, entre dois costões, areia firme, água cristalina e pouca gente. Como se não bastasse, há ainda a lagoa. O nome “Lagoinha do Leste” é porque há mesmo uma lagoa atrás da restinga. Com água salobra, a lagoa é um berçário para muitas espécies de peixe e a vegetação no entorno garante sombra para um picnic ou mesmo um camping. Quando me joguei na lagoa pela primeira vez (de cabeça) tive a sensação de que vale a pena todos os perrengues da vida. Isso foi somente agora, há pouco tempo. Tantos anos vivendo na Ilha e nunca havia tomado banho na lagoa. Tempo perdido.

Se jogue na lagoa, mergulhe, nade, sinta os peixinhos passando pelas suas pernas, sinta o gosto salgado e a temperatura morna da água pelo corpo e pela boca. Assim, você vai sentir a vida. A parte boa da vida.

Lagoinha do Leste. A lagoa é de água salobra, com partes mais fundas e outras mais rasas. É uma delícia nadar ali.

Quando for à Praia da Lagoinha, leve água para beber e algo para comer porque paraísos de verdade não têm shoppings, restaurantes ou lanchonetes. Apesar de que há dois bares funcionando na praia em algumas épocas do ano, especialmente na temporada de verão. Então, talvez você consiga comer e beber algo por ali (pagando em dinheiro porque não há sinal de internet – outro indício de paraíso).

Vista da Praia da Lagoinha do Leste no Morro da Coroa.

Como chegar à Lagoinha do Leste?

A praia está a 34 quilômetros do Centro de Florianópolis. Saindo do Centro, pegue a Via Expressa Sul, SC-405, SC-406 e trilhas a partir da Praia do Matadeiro ou do Pântano do Sul. O melhor jeito de chegar à Lagoinha é pelas trilhas. Nada contra barcos, mas curtir o caminho a pé é tão bom quanto a própria praia e a lagoa.

Há duas trilhas que dão acesso à Lagoinha do Leste: pelo Pântano do Sul ou pelo Matadeiro. O mundo ideal é entrar pelo Matadeiro e sair pelo Pântano.

O caminho pelo Pântano é mais curto e com sombra. São aproximadamente 2,3 quilômetros que podem ser vencidos em uma hora. A trilha pelo Pântano do Sul começa na metade da Rua Manoel Pedro de Oliveira, onde você encontra uma placa sinalizando o início. É uma trilha leve a moderada, um pouco íngreme, bem marcada e com muita sombra.

Placa localizada na Rua Manoela Pedro de Oliveira.
Entrada da trilha pela Rua Manoel Pedro de Oliveira, no Pântano do Sul.
Trecho da trilha pelo Pântano do Sul.

A outra trilha é pela Praia do Matadeiro. Mais longa, um pouco mais difícil e muito mais bonita. São cerca de 4 quilômetros que podem ser feitos entre 2 horas ou 2 horas e meia, pelo costão. Para acessar essa trilha, você deve ir até a Praia da Armação, caminhar até o Rio Sangradouro e atravessar a ponte ou atravessar pelo meio do rio mesmo. Ali, há várias placas sinalizando o caminho até o Matadeiro (essa praia vale um capítulo à parte porque é tão linda quanto a Lagoinha).

Entrada da Praia do Matadeiro. Está faltando um hífen no “Bem-Vindos”, mas tudo bem.
Esse é o Rio Sangradouro, que deságua na Praia do Matadeiro.

Da Praia do Matadeiro, basta seguir em direção ao costão do lado direito. Também há placas sinalizando o caminho que dá acesso à trilha. A trilha do Matadeiro começa em meio às árvores, com uma pequena subida. Depois, ela se abre e você poderá apreciar toda vista do costão ao longo do percurso. É uma trilha moderada que pede um calçado confortável e seguro para caminhadas (tênis ou bota para trilha), roupas leves, protetor solar, água e alma leve para aproveitar a vista do mar, a vegetação, os pássaros, os rochedos e, se você der sorte, os lobos marinhos (eu vi). Eu não vi cobras, mas elas estão lá.

Os lobos marinhos que se exibiam na trilha.
Essa é a trilha do Matadeiro. É mais bonita, de certeza.

No meio dessa trilha, é possível avistar a Ponta do Facão, um rochedo de mais de 15 metros que abriga uma pequena caverna banhada pelas águas. Para chegar até lá é preciso descer pela encosta até o mar.

Morro da Coroa

Ao chegar na Lagoinha, vindo do Matadeiro, você vai avistar o Morro da Coroa, à direita (se você estiver de frente para o mar). O Morro da Coroa tem esse nome em função da formação rochosa que lembram os vértices de uma coroa. É também neste morro que se encontra a “famosa pedra do surfista”, que você já deve ter visto em fotos. Há milhares delas nas redes sociais.

Para subir no Morro da Coroa, você vai levar cerca de 30 minutos. É um trecho relativamente curto, mas inclinado e pedregoso. Vale a pena o esforço para visualizar a praia lá de cima.

Essa é a famosa pedra do surfista onde a galera faz foto massa. Eu não fiz uma foto massa, como se percebe.

Dica
Se você estiver de carro, deixe seu veículo na praia da Armação e pegue um ônibus ou Uber até o Matadeiro. Faça a trilha do Matadeiro, Morro da Coroa e volte pelo Pântano. A distância entre Armação e Matadeiro é curta. No início de novembro de 2019 (fora de temporada), pagamos a taxa mínima de Uber. Se optar pelo ônibus, as linhas entre Pântano e Armação são 563 e 564 e a tarifa é R$ 4,40 sem cartão e R$ 4,18 com cartão (valores e linhas em novembro de 2019).

Rafa e Gi pelo mundo

Este blog é um espaço para registrarmos informações que coletamos pelo mundo. São viagens, campings, trilhas e muitas roubadas. É um pré-teste para o que vem por aí: uma vida pelo mundo.

Somos Rafael Rodrigues e Gisiela Klein, também conhecidos por Rafa e Gi.

Rafa

  • Analista de sistemas
  • Pai da Júlia
  • Surfista e ciclista nas horas vagas
  • Motociclista em todas as horas
  • Parceiro para trilhas, viagens, campings, praias e qualquer aventura de última hora.

Gi

  • Jornalista
  • Professora de português voluntária na Organização pelos Refugiados
  • Aprendiz de motociclista
  • Metida a blogueira
  • Parceira para trilhas, viagens, campings e qualquer aventura de última hora.

Nós dois (Rafa e eu) já passamos dos 40, já experimentamos muita coisa nessa vida, mas ainda falta conhecer o mundo. Então, esse será o próximo passo. Curtimos nossas profissões. Talvez, elas sejam úteis na próxima etapa da nossa vida, mas não temos nenhum problema em mudar. Aliás, mudar será o verbo da nossa nova vida. Mudar de casa, de país, de trabalho …

Can’t think how to get started? Just write the first thing that pops into your head. Anne Lamott, author of a book on writing we love, says that you need to give yourself permission to write a “crappy first draft”. Anne makes a great point — just start writing, and worry about editing it later.

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